segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

O livro da Isabela


Vivi lá? Não (o que muito lamento).
Conheço a autora? Não (o que muito lamento).
Mas este livro vai além de uma história pessoal e de uma zona geográfica. Fala de cultura, de relações humanas, do que somos e de como nos fazemos... Acabei de o ler agora à hora de almoço. Muito bom. Valeu mesmo a pena. Mas mesmo!

Dismorfia da realidade

Pescadores pescam solhas e reclamam neros.
Televisão privada escreve merda e chama-lhe novela.
Seleccionadores dão socos e assumem troca de palavras.

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Eles é que a sabem toda

Os Simpsons têm 4 dedos.
Eu uso o polegar para dizer que está fixe, o mano do lado para apontar, o do meio para sugerir vias alternativas e o mindinho para pôr entre os dentes quando quero dar o meu ar vintage de burra fatal. Temos um dedo a mais portanto, o anelar não serve para nada.

Qual Dalila qual quê

Eu a pensar ah e tal falta de sorte não termos alapado o Canadá que sempre tínhamos a rede Globo alargada com enredos de iglus e focas além de mais uma sentida e genial contribuição para o acordo ortográfico, quando reparo que, afinal, o senhoríssimo filho de mãe conhecida de uma série de homens incógnitos foi dar de bandeja as suas descobertas ao rei de Inglaterra Henrique VII.
E a outra é que era traidora só porque estava farta de ver cabelos no ralo da banheira?

A versão que ele canta baixinho

"I got a feeling that tonight's gonna be a good fight..."

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Um bocadinho de cultura como se fosse uma bolachinha

A região de Labrador no Canadá tem esse nome em homenagem ao explorador português João Lavrador que avistou a terra em 1499. Não sabiam pois não???

Agora sou esta


Com a diferença de que o meu é preto e como não gosto cá de rótulos fracturantes chamei-o de Bobi (para continuar a linha de raciocínio que já baptizou, em tempos passados, um "pequeno" mastim de Tareco.)

Pobres idiotas

Eu era miúda quando começou esta ideia pouco sensata de que o país tinha margem para viver só de serviços. Aproveitou-se uma onda de histeria generalizada de que o futuro passava somente por um emprego de sapatos, longe das botas e das galochas e de um título a preceder o nome no multibanco. Pensou-se e difundiu-se a ideia de que a terra do país estava cansada, culpou-se o tempo e o calor, inventaram-se cooperativas e venderam-se hectares a quem neles manteve a tradição de cultivo embora sob batuta de língua diferente, quebraram-se dorsos dos homens que desde há gerações levavam a enxada à terra e com isso proviam as suas famílias e chamou-se ao litoral as pessoas do interior, apelou-se a uma vida facilitada que era altura de apanhar a fruta do frigorífico sem estender as mãos à árvore. Eram tempos conturbados esses. Tempos em que só nos aceitávamos numa grandeza faraónica e em que a ideia de qualidade de vida passava por uma lareira bacoca de mármore enfiada num T4 de um prédio de muitos andares. Virou-se simplesmente costas à base inicial de qualquer sociedade, a sua alimentação. Não discuto que pudéssemos produzir tudo o que consumimos. Parece-me claro que não. Discuto, no entanto, esta carência de produtos importados que não faz mais que nos tornar clientes de países que tal e qual como no retalho têm a sua margem de lucro cabendo-nos a nós abrir a bolsa. Chega-se agora à brilhante conclusão que é preciso repovoar o interior do país, que afinal até precisamos de mais agricultura e que, pasme-se, temos produto de qualidade!!! Há até quem diga que se consegue fazer vida da cultura agrária, se calhar até bem mais abastada que a sobrevivência a partir de salários mínimos ou recibo-verdistas em que mergulhámos e a léguas dos rendimentos de inserção, parece que é coisa para correr bem ao ponto de, vejam lá, a comunidade europeia ter vindo a estimular mais esta vertente sobretudo nos países do sul da Europa já que a indústria está a fugir um bocadinho para leste. A minha pergunta é só uma, em que altura é que isto não era previsível? Quando é que alguma vez se pode pôr de parte a essência da sobrevivência humana? França não é Paris nem os restantes países são as suas capitais, não entendi porque é que acharam que Portugal havia de ser apenas Lisboa. Ou só cimento.

Não olhar a meios para atingir os fins

Ao que eu desci... Se há malabarismo que não me imaginava a protagonizar, lá está que não se deve dizer desta água não beberei, pois que caí nele idealizei-o e pu-lo em prática. Não foi fácil, no entanto, a parte em que tem de se cuidar as devidas distâncias dos dentes ao latex para não fazer qualquer tipo de rasgão. Senti-me o lobo a fazer a cama ao cordeiro, a enganá-lo, a amolecê-lo para depois atacar não obstante ter deixado a presa viva e satisfeitinha. Pena que agora sim seja o grande bye-bye que fiquei sem ideias para o voltar a "ensacar" e temo que de uma próxima vez ele preveja os meus movimentos e se antecipe (Já se sabe que esta que vos escreve é carne músculo ossos células glândulas líquidos vários mas é em parte nenhuma ferro).

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Merdas que me chateiam

É muito frustrante eu querer provar ao mundo que o Zé Cabra e a Linda de Suza são a cara chapada um do outro e não haver 1 única foto dele na net de frente para levar a minha razão adiante. Nem uma.